O derretimento do gelo no Ártico está acelerando a tal ponto
que pode desaparecer totalmente em quatro anos. Este é o alerta feito pelo
pesquisador Peter Wadhams, da Universidade de Cambridge, Inglaterra, e um dos
maiores especialistas no assunto.
E o ser humano (pelo menos os detentores de poder) já está a
trabalhar nisto, não no que se pode fazer (a nivel ambiental) mas o que podem
ganhar com esta situação.
Em jogo estão as abundantes reservas de petróleo e gás
mineral que, graças às mudanças climáticas, tornam-se cada vez mais acessíveis,
bem como novas rotas de navegação polar. Este ano, a China adotou uma postura
mais agressiva nesta disputa, o que causou alarde entre as potências
ocidentais.
“Nos últimos dois anos, a importância do Ártico cresceu
rapidamente na agenda diplomática da China”, diz Linda Jakobson, diretora do
Instituto Lowy de Política Internacional. Segundo Jakobson, a China está
tentando descobrir como entrar no “negócio”. Em agosto, o país enviou pela
primeira vez um navio cuja rota cruzava o Ártico em direção à Europa. Agora, a
China pressiona pela posição de observador permanente no Conselho Ártico,
pequena organização internacional que conta com a adesão de oito países:
Canadá, Dinamarca, Finlândia, Islândia, Noruega, Rússia, Suécia e Estados
Unidos.

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