Apesar de ser chamado planeta terra o nosso planeta é 70%
coberto por água talvez devesse-mos chamar planeta água. 97% desta água é
salgada só dos 3% é água doce e só talvez menos de 1% é potável.
A sua distribuição pelo planeta é variável e depende muito
da geografia. As grandes civilizações sempre se desenvolveram próximas a uma
fonte de água potável, porém, a civilização moderna está acabando com o pouco
de água doce disponível para consumo e cada vez mais duma forma desenfreada
esse alerta já é dado há anos.
E os únicos que já viram isso são as grandes corporações da
água que a cada ano compram mais territórios ricos em potencial hídrico,
tornando-se cada vez mais poderosas.
A população inconsciente e hipnotizada pelo consumo
desenfreado imposto por este sistema capitalista ainda não se preocupa com
isso. Uma vez que em sua maioria nunca viveu sem água e só descobrimos o valor
de algo quando o perdemos. Muitos lugares no planeta sofrem com a falta de água
potável e muitos outros ainda irão sofrer, e quem irá lucrar com isso serão
estas corporações que tomaram para si um bem que é inerente a todos os seres
vivos deste planeta.
No documentário “Blue Gold” é explicado muito bem como as grandes
cooperações nos últimos anos têm
crescidos financeiramente e ganho cada
vez mais as concessões da gestão da água por grandes cidades pelo mundo fora.
Exemplo disto foi o que aconteceu na Bolívia quando o
governo deste pais não ficou do lado do povo pois ao invés defendeu os
interesses da empresa americana BETCHEL que até hoje cobra aos tribunais os 25
milhões de dólares referentes á quebra de contrato.
O povo, que queria água e não lágrimas fez o papel que
deveria ser do Governo e tomou o controlo das decisões em grandes assembleias
decidindo sobre a água em Cochabamba.Com isto, nacionalizaram o serviço de
abastecimento de água e uma empresa foi construída
Assim, a concessão que era pra ser de 40 anos durou 5 meses,
dada a revolta do povo boliviano que expulsou a empresa na chamada Guerra da
Água, com protestos que resultaram em mortos e feridos.
"O dia em que o clima escapará do controle está
próximo. Estamos chegando ao irreversível. Nessa urgência, não há tempo para
medidas mornas. É hora de uma revolução em nossas consciências, em nossa
economia e em nossa acção política".
Jacques Chirac, presidente da França, em 02.02.2007.

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